Imprensa - 16/02/2013 14:52h

Professor tavorense comenta renúncia do papa

É formado em Teologia pela PUC/PR

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O tavorense Fábio A. Gabriel(foto)concedeu entrevista sobre a renúncia do Papa para o Jornal de Aparecida do Norte requisitado pela jornalista Deniele Simões. Além de professor de Filosofia, Gabriel é bacharel em Teologia pela PUC(Pontifícia Universidade Católica)/PR e especialista em ecumenismo pelo Instituto Ecumênico da América Latina. 
Na entrevista que irá ser utilizada para o Jornal do Santuário distribuído nesta semana em Aparecida e em outros canais da Rede de Comunicação Aparecida. Gabriel destacou a coragem do Papa Bento XVI em assumir suas limitações físicas e deixar que outro apóstolo assuma a direção da Igreja. “Foi uma atitude sábia e corajosa, e a postura evidencia respeito e zelo pela própria Igreja.” Gabriel não deixou de tocar em feridas da Igreja sendo muito pontual em afirmar que pedófilos têm sido protegidos sistematicamente pela atual constituição hierárquica da Igreja e próximo Papa deverá ser verdadeiramente rigoroso.  Segundo o tavorense, bispos tem geralmente simulado afastamento de padres pedófilos e passado um tempo eles reaparecem em outra diocese. Por outro lado, segundo Gabriel a Igreja deve retornar às orientações do evangelho da acolhida aqueles que estão excluídos: “Os pobres, as prostitutas, os condenados reclusos em prisões, também aqueles que, por sua opção sexual, são marginalizados. Enfim, a Igreja precisa retornar às fontes evangélicas da vida simples, da eucaristia enquanto vivência cristã das pequenas comunidades.” Fábio, ainda destacou na sua visão que há esperanças de um Papa que seja capaz do diálogo com os diversos segmentos culturais e religiosos com menos condenação fazendo referência a que Jesus veio para perdoar e não condenar e também enfatizou que os casais em segunda união devem ser acolhidos na Igreja.

Segue na íntegra as questões com as respostas de Fábio Gabriel
1) Na sua opinião, como o mundo recebeu a notícia da renúncia do Papa Bento XVI?
Posturas diversas se colocam, predominando a posição de respeito à atitude do Papa Bento XVI no que se refere à autoavaliação que o fez perceber que já não dispunha de condições físicas para prosseguir e, assim, preferiu a renúncia. 
Indubitavelmente, foi uma atitude sábia e corajosa, e a postura evidencia respeito e zelo pela própria Igreja.
Também houve quem entendesse tal renúncia como um ‘crime contra a tradição’, o que nos parece um equívoco, porque, como verdadeira tradição ergue-se o Evangelho, e o Papa Bento XVI agiu prudentemente ao renunciar e é mais que merecido um descanso para alguém que doou sua vida à Igreja. Também a Igreja deveria colocar em prática a visão eclesiástica do Concílio Vaticano II: ‘Igreja Povo de Deus’ e, desse modo, ser menos hierárquica e mais eclesial, com isso não se menospreza a importância do Papa, apenas se afirma que ele não estará mais à frente da Igreja, embora mantenha sempre o bem mais importante: ser ‘cristão’. Se pensarmos que a padroeira das missões é Santa Terezinha do Menino Jesus, veremos que não é só na ação ou exercendo uma função que alguém é cristão ou testemunha de Cristo.

2) A renúncia de Bento XVI tem embasamento no Código Canônico e foi motivada por questões de saúde. É uma virtude saber a hora de parar ou um Papa deve permanecer na função até a morte?
Qualquer julgamento nesse sentido seria equivocado porque o Papa renunciou por motivos superiores ao desejo de permanecer, além daqueles que, correta, ou incorretamente, se divulgam. Parece-nos legítima a atitude da renúncia de um Papa. Ele deixará de exercer sua função direta na Igreja como Pontífice, mas o grande teólogo e a figura eminentemente moral como legado para a humanidade permanecerá. E embora o testemunho do Papa João Paulo II tenha se destacado como um admirável exemplo de aceitação ao infundir sentido ao sofrimento até as últimas consequências, do ponto de vista prático, um Papa acamado representa que a Igreja, administrativamente, sobrevive estacionada, paralisada, realizando atividades ordinárias apenas, sem a tomada de decisões que um Papa, no mais pleno vigor de sua saúde logra realizar.

3) Bento XVI ficou conhecido por ser um papa intelectualizado e, acima de tudo, uma catequese bastante profunda. Qual legado que ele deixa para o mundo?
Bento XVI contempla o mundo com o legado de um Papa profundamente conhecedor de diversas culturas, um eminente intelectual, um defensor do depósito da fé. Sua catequese, sobretudo no que concerne à importância da alegria que deve irradiar de cada cristão, merece o nosso profundo reconhecimento. Há poucos dias, li uma de suas instruções de catequese, em que ele afirma a tristeza daqueles que são incapazes de sentir-se naturalmente felizes, e isso demonstra a riqueza e a profundidade de seus conhecimentos, certamente um estudioso que marcará brilhantemente seu nome nos anais da teologia.  E ainda deixa o legado de um Papa muito zeloso com a Sagrada Liturgia, uma vez que, quem assiste às missas por ele celebradas,  sente que da figura desse Papa emana uma profunda espiritualidade,  sem contar as expressivas orientações para os bispos, no sentido do zelo pela Sagrada Liturgia.

4) Apesar de ser considerado um papa menos conservador do que João Paulo II, Bento XVI  parece menos carismático com o público. Os católicos necessitam de um pastor mais midiático?
Bento XVI carrega uma herança em relação à sua imagem desde quando exerceu a função de prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, sobretudo pelas atitudes que marcaram esse período em que condenou veementemente eminentes teólogos, como no caso do brasileiro Leonardo Boff e vários outros que defendiam posturas divergentes das suas, um prefeito que atuou como um administrador da doutrina da Fé, e que se considerava, por essa razão, o fiel, o  intransigente depositário da tradição. Um segundo dado, de não menos importância, o fato de suceder a um papa carismático como João Paulo II, que era conservador em termos de doutrina oficial, mas primou sempre por adequar as palavras no trato de termos polêmicos quando em visitas pastorais. O Papa João Paulo fazia do amor a ponte que o ligava ao seu semelhante, e o seu olhar transmitia a doçura do amor cristão que movia seu relacionamento com o outro, e demonstrava todo esse afeto ao tratar com carinho mesmo os adversários mais ferrenhos; os brasileiros, quando ouvem menção ao Papa João Paulo II, lembram-se imediatamente de seu ato de amor: ajoelhar-se e beijar o solo brasileiro.  A real necessidade da Igreja impõe um futuro Papa não apenas midiático, mas mais disposto ao diálogo e à aceitação da diversidade.  Com isso, não se afirme que o novo Papa esperado deva ignorar os ditames dos dogmas da Igreja, mas que, com a doutrina, prevaleçam orientações práticas sobre a vivência do Evangelho. Também os bispos que ocupam cargos no Vaticano, que sejam não apenas bem preparados intelectualmente, mas que aliem, a tal formação, a experiência de atuação como párocos, em trabalhos diuturnos de paróquia, que tenham transitado por trabalhos em contato direto com fiéis, a fim de que disponham de riqueza de vivências para falar não apenas ao intelecto dos fiéis mas, sobretudo, cheguem ao coração de quem busca a Igreja. O Papa Bento XVI, por continuamente condenar temas polêmicos, reiterando posicionamentos inflexíveis por séculos condenados, atraiu para si, por tais posicionamentos, a fama de reacionário.  O tempo transita numa velocidade prodigiosa atualmente e, assim, vã se faz a tentativa de impedir o escoar do tempo em uma ampulheta aprisionando posicionamentos que a história, em sua veloz disparada, vai modificando. A sociedade não aceita, nem mesmo fiéis. Espera-se, por essa razão, um Papa que respeite a doutrina, mas que seja igualmente capaz de acolher com amor a todos aqueles que vivem à margem da própria Igreja. Pedro, o primeiro fundamento apostólico, não era um rabino, não era um mestre da lei, mas um pescador que, por sinal, negou conhecer a Jesus.  E a pergunta de Jesus a Pedro havia sido: “Tu me amas?”. “Apascenta meu rebanho”. Muitas vezes se fala tanto em tradição, mas esquece-se do perfil de Pedro, alguém que agiu tão humanamente.


5) Fica a impressão de que os católicos ainda estão órfãos de um papa midiático como João Paulo II e que o lugar dele não foi preenchido com o pontificado de Bento XVI. Além do quesito popularidade, que outros atributos o novo Papa deve reunir para preencher o perfil que a Igreja tanto necessita?
A Igreja precisa, no entendimento do espírito do Concílio do Vaticano II, de um novo Papa capaz de dialogar com as esperanças e com as alegrias do nosso tempo; e, para que tal condição se cumpra, o diálogo é fundamental. O novo Papa enfrentará grandes desafios e não basta afirmar que sempre foi assim e que continuará sendo assim; é preciso traçar novas razões diante do mundo contemporâneo acerca dos posicionamentos milenares da Igreja. Eleger primordialmente, como fio condutor da evangelização, o amor ao próximo; o restante, que é de instituição divino-apostólica, pode e deve ser discutido entre os grandes teólogos do mundo para que se chegue a respostas que satisfaçam aos anseios do mundo atual.  O celibato voluntário se impõe como condição sine qua non para a solução de muitos problemas que comprometem o sacerdócio; impõe-se como medida a ser seriamente pensada, tendo em vista os diversos escândalos envolvendo clérigos com relação à pedofilia. Sendo voluntário, nenhum padre seria obrigado a se casar; mas também a Igreja não “perderia” padres para um direito natural que é o casamento. Não se quer aqui afirmar que o novo Papa deva modificar o celibato por um decreto, com urgência impensada; é preciso colocar as questões em debate, e a Igreja dispõe de teólogos brilhantes, capazes de solucionar a questão de forma serena e justa. Outro ponto seria o diálogo com os casais em segunda união. A Igreja poderia acolher melhor os casais que vivem marginalizados da fé cristã, porque a eles é impedida a opção de um novo  matrimônio, lamentável banir da sociedade cristã os casais que desejam prosseguir professando a sua fé; condenar-se à exclusão aqueles que não lograram viver em um primeiro casamento as condições indispensáveis para manter o vínculo parece um lamentável equívoco, um castigo que ignora a característica divina essencial, que é o amor, e, efetivamente, muitos casamentos não existiriam de fato se formos elencar os critérios exigidos para que se considere um casamento de fato. A Eucaristia não deve ser vista como prêmio e sim como alimento para a vida em comunidade e muitas vezes a Igreja tem simplesmente dito que os casais em segunda união não podem participar da Eucaristia porque não mais se encontram em estado de graça. Então a Igreja deveria tornar mais acessível os tribunais eclesiásticos, garantir o pagamento dos trâmites legais mediante dízimo para que os casais regularizassem tal situação.
O papa Bento XVI foi muito feliz quando abriu espaço para que vários padres, que já eram pais e não estavam exercendo o ministério, pudessem validamente oficializar o matrimônio e assim regularizar sua situação. Deve-se colocar um fim à hipocrisia que envolve tais situações. Também deveria ser outro o critério de julgamento quando um padre opta por um casamento, nessa situação, não deveria ser totalmente excluído da vida eclesial. O pensamento da prática punitiva deveria deixar lugar para a acolhida, o direito canônico deveria ceder espaço para o evangelho. 


6) Apesar das qualidades inquestionáveis de Bento XVI, sabe-se que no pontificado dele o número de católicos diminuiu ao redor do mundo e algumas questões polêmicas, como casos isolados de pedofilia no clero, ficaram sem punição. De alguma maneira isso manchou o pontificado dele? Por quê?
Quem não é contra nós coloca-se a nosso favor. A questão dos números não é tão preocupante, principalmente o avanço que as igrejas evangélicas têm exibido. Avalio como positivo tal avanço porque não é outro o evangelho que pregam. Extremamente questionável é que sejamos tantos cristãos no mundo e ainda exista tanta violência, tanta fome no mundo e que muitos políticos corruptos sejam cristãos. Outra tristeza é que tantas religiões cristãs tenham transformado a religião em um grande e lucrativo negócio. Tenho amigos teólogos sérios, de outras denominações religiosas, que fazem um trabalho grandioso. Reduzir o número de fiéis não manchou o pontificado de Bento XVI de forma alguma; é um sinal dos tempos da diversidade cultural e religiosa que existe. Se algo pode manchar as atitudes do Papa, seria possível afirmar que não ter sido mais rigoroso com os religiosos envolvidos em pedofilia se destaca como fato marcante. É fundamental promover ajustes no código canônico para suspensão automática de qualquer religioso suspeito de prática de pedofilia. Condenável mesmo é, após comprovada a atitude de um sacerdote que cometeu tal falha, manter a política de esperar que o povo esqueça o ocorrido para, depois de certo tempo, o mesmo padre assumir outra diocese. Um padre pedófilo, mesmo depois do mais completo tratamento, jamais deveria voltar a exercer função sacerdotal; assim como os bispos que protegeram pedófilos deveriam, sem complacência alguma, serem afastados de suas dioceses, porque se trata de um comportamento que subtrai da Igreja toda autoridade cristã, e nada redime, diante dos fiéis, a moral corrompida. Maior problema ainda se coloca diante do uso da influência da Igreja para ocultar casos de pedofilia e tantas outras situações deploráveis. Às vezes parece que a Igreja condena mais um padre que deixa o ministério para se casar do que um padre pedófilo, que é mantido, apesar de reiterar várias vezes o mesmo ato ilícito, o que é inominável.

7) O que deve ser mais levado em consideração em um pontificado, ou mesmo, na vida religiosa, a doutrina ou a vivência cristã?
O equilíbrio entre ambas: doutrina e vivência cristã. Mas, na prática, as pessoas comuns estão pouco importando com a doutrina, elas já professam a reta intenção de evitar o mal e praticar o bem. E a doutrina deve ser acompanhada da prática de quem anuncia o evangelho. A notícia de um padre pedófilo, por exemplo, coloca os cristãos em xeque e as pessoas ficam em dúvida, não sabem em quem acreditar.  A Igreja deveria aproximar-se do pobre. Não se discuta a polêmica da teologia da libertação. Mas, Jesus não fez outra coisa senão ir ao encontro da pessoa excluída, sobretudo na figura do leproso. E quem seriam os leprosos, segundo nossa sociedade? Os pobres, as prostitutas, os condenados reclusos em prisões, também aqueles que, por sua opção sexual, são marginalizados. Enfim, a Igreja precisa retornar às fontes evangélicas da vida simples, da eucaristia enquanto vivência cristã das pequenas comunidades. 


8) Como seria a relação ideal do novo Pontífice com as ciências, com os líderes de outras religiões e com os demais países?
A postura ideal é a de Jesus: o diálogo, a acolhida e a busca de pontos comuns. O grande Papa João XXIII deixa-nos um ensinamento: “O que nos aproxima é muito mais do que o que nos distancia”. Todas as religiões do mundo preservam pontos comuns que culminam na prática do bem. Precisamos de um Papa que, sobretudo, mova-se pelo coração e não apenas pela razão, para acolher os divergentes respeitando o posicionamento de cada um. A Igreja precisa de mais diálogo internamente também e aprender a valorizar a diversidade. Vejo com tristeza que, em algumas dioceses, tal pastoral não existe porque não agrada à visão particular de determinado bispo e em outra prevaleça apenas tal movimento ou tal pastoral.  A humanidade espera um Papa que condene menos e que proponha mais caminhos, ao invés de simplesmente incriminar,   condenar porque ‘errou’, ‘pecou’. Quem, humano ser que é não peca? Urge eleger-se um Papa que dialogue igualmente com os líderes ortodoxos porque, afinal, é a mesma igreja católica e nada é mais lamentável que essa divisão milenar entre aqueles que deveriam unir-se na crença de que o valor maior é o amor. Trata-se de uma divisão disciplinar, de normas que devem ser superadas pelo diálogo. A autenticidade cristã não logra sobrepujar aos revezes porque o ressentimento a suplanta e anula o gesto e a conscientização de um passo que tornaria possível a prevalência da harmonia.

9) Na sua opinião, quais são os cardeais que têm mais chances de eleição durante o conclave?
Não saberia dizer qual cardeal teria exatamente mais chance porque acabamos conhecendo os cardeais por imagens estereotipadas, veiculadas pela mídia. Mas um cardeal com experiência pastoral seria bem-vindo enquanto um eminente intelectual deveria atuar em outras funções. Penso os bispos de maior visibilidade deveriam ser mais pastores do que burocratas e os intelectuais deveriam ocupar cargos estratégicos que exigissem funções técnicas, a fim de que colaborassem com o sumo Pontífice atuando em posições condizentes com os conhecimentos teóricos de que dispõem. Se a Igreja não mudar sua pastoral, infelizmente as igrejas cada vez mais estarão vazias, porque as demais denominações cristãs têm investido muito no atendimento pastoral.

10) Que perfil seria mais agradável aos fiéis, o de um cardeal jovem ou o de um cardeal menos conservador?
É difícil falar em nome dos fiéis, mas um cardeal de idade mediana seria muito bem-vindo e também um cardeal menos conservador igualmente o seria. Em relação ao termo conservador, muitas vezes, é usado equivocadamente. Conservar o quê? Muitas vezes se conservam práticas medievais e não realmente as verdadeiras práticas das primeiras comunidades cristãs que se moviam abertas ao sopro das intuições do Espírito Santo. 
O perfil ideal também seria o de um cardeal capaz de colocar em prática as orientações pastorais do Concílio Vaticano II, cuja centralidade é a Palavra de Deus e que também estivesse mais atento às questões sociais, e que orientasse cada paróquia realmente a destinar uma  parte maior do dízimo para obras sociais.

11) Esteja à vontade para as considerações finais.
As bases fundamentais para novos horizontes para a Igreja ancoram-se na consolidação da vivência das diretrizes do Concílio Vaticano II, um concílio eminentemente pastoral. A Igreja precisa valorizar, sim, o Direito Canônico, a doutrina, mas não se esquecer de que o que é central é a figura de Jesus Cristo e da Sagrada Escritura. É preciso voltar os olhos para o ensino da Patrística, que consiste no registro dos primeiros cristãos que viviam sob os impulsos do Espírito Santo. Precisamos muito esforço ainda para deixar de pensar uma igreja clerical e passar a entender a Igreja como Povo de Deus. É preciso que superemos a expressão “Fora da Igreja não há salvação” (Ecclesiam nulla salus ) por uma outra “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância.” (Jo 10.10) Novos rumos para a Igreja são possíveis na medida em que cada batizado comprometa-se com a construção do Reino de Deus, que não se limite apenas à Igreja Católica, mas a todo aquele que, de boa vontade, pratique o amor, a justiça e o perdão, sem hipocrisia, sem disfarces. 
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