Policial - 14/06/2012 20:01h

Médico platinense é preso e levado para Londrina

Acusado de cobrar laudos gratuitos

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O delegado chefe da 12ª. Subdivisão Policial de Jacarezinho, Sérgio Luiz Barroso, confirmou a prisão preventiva do médico platinense Claudinei de Oliveira(foto) por corrupção passiva. O mandado foi da juíza da Vara Criminal de Jacarezinho.

O médico é acusado, entre outros, de cobrar dez por cento de laudos que teriam que ser emitidos de maneira gratuita para famílias de pessoas falecidas e encaminhadas ao Instituto Médico Legal. O DPVAT(Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores Terrestres).

O delegado deu todos detalhes do caso ao npdiario.

O mandado de Prisão Preventiva expedido pela Juíza de Direito da Vara Criminal da Comarca de Jacarezinho, Anne Regina Mendes, do médico legista IML de Jacarezinho.A representação teve parecer favorável do Ministério Público.

A preventiva pode durar meses e até o julgamento.Se fosse provisória(cinco dias), o acusado muito provavelmente responderia em liberdade. Mas, a condição de réu primário e sem antecedentes criminais o favorece.

Claudinei de Oliveira tem 53 anos, é casado e tem uma filha. A acusação é de corrupção passiva(teria pedido dinheiro), menos grave do que concussão, quando um funcionário público exige compensação financeira, conforme explicou dr.Sérgio..

Ele foi preso em sua clínica médica na avenida Oliveira Motta, centro de Santo Antônio da Platina,encaminhado para a delegacia jacarezinhense e de lá levado para uma cela especial e isolada da PEC 2(Penitenciária Estadual de Londrina).

Tinha sido indiciado em Inquérito Policial presidido pela Delegada de Polícia de Jacarezinho, Patrícia Taborda depois de  denunciado por cinco supostas vítimas que o denunciaram por pretensamente pedir 10% do valor do seguro obrigatório DPVAT para fornecer laudos cadavéricos de vítimas de acidentes automobilísticos, "de acordo com o inquérito, normalmente esse valor chega a R$ 13.500,00 e ele pedia um cheque pré-datado; assim que saía o pagamento do seguro, descontava e ficava com dez por cento, no caso R$ 1.350,00", explicou o delegado chefe, informando também que outras 30 pessoas o acusam de assinar os laudos quando tinha se afastado do IML,"ele(Claudinei estava no IML, depois saiu e voltou novamente; nesse ínterim assinou laudos sem suporte legal", adicionou. 

O Código Penal prevê até oito anos para condenações por corrupção passiva, sem os eventuais agravantes que podem aumentar a pena.

Dois experientes advogados do Norte Pioneiro, Celso Milani Cardoso, foram consultados sobre prisões semelhantes e ambos manifestaram mesma opinião: "Em tese, foi uma medida excepcional,; estamos falando não desse caso específico, mas de uma situação semelhante", afirmou dr.Celso, " o juiz deve ter fundamentado muito bem a questão para solicitar a prisão, mas também pode rever a própria decisão", acrescentou.

Dr. Jacir também enfatizou que o médico legista tem endereço fixo, bons antecedentes e profissão definida, o que pode colaborar para que o advogado dele peça um habeas corpus e consiga a liberdade até o julgamento.

A esposa de Claudinei, Neli,falou com a reportagem, na noite desta quinta-feira.

Ela se disse surpreendida porque desde o início das acusações o marido lhe garantiu que os laudos do IML são, de fato, gratuitos porque o profissional ganha para um salário para o trabalho, "mas o laudo para o seguro obrigatório de carro não, esse é particular", assegurou.

Ela, que foi economiária na unidade platinense da Caixa Econômica Federal, manifestou gratidão pelas pessoas que a procuraram para explicitar apoio e solidariedade neste momento difícil da família, agradeceu também as orações e anunciou a contratação de Fernando Boberg para defender o marido.

"Acredito que essa situação logo será contornada e a inocência ficará comprovada", declarou Neli.



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