Edição 23/02/2012 às 00:26h

Católicos platinenses celebram a Quarta-feira de Cinzas

Matriz e capelas tiveram missas

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A Igreja Católica promoveu neste dia 22, a Quarta-feira de Cinzas, que iniciou a Quaresma até chegar a Páscoa, que é a Ressurreição de Cristo. Em todas as cidades do Norte Pioneiro, a data foi marcada. Em Santo Antônio da Platina, foram celebradas missas às 6h30m, 15 horas e 19h30m na Matriz e em capelas.

Na da tarde, o padre Valdemir explicou detalhes da liturgia.A igreja estava lotada(fotos).

É tempo de jejum, orações e penitências e muitos cumprem promessas e fazem sacrifícios.As cinzas usadas neste dia são resultados da queima dos ramos do Domingo de Ramos do ano passado.

Quando na celebração/missa as cinzas são impostas com os seguintes dizeres: “Recorda-te que és pó e em pó te converteras” ou “Arrepende-te e crede no Evangelho”.Ou ainda “Convertei-vos e credes”.

Ao aceitar a imposição das cinzas o cristão expressa duas realidades fundamentais. A primeira premissa é que somos criaturas mortais. “Você é pó, e ao pó voltará”, diz o livro de Gênesis. A segunda premissa é a conversão ao Evangelho. Depois de reconhecer que somos pó e ao pó voltaremos reconhecermos a boa nova de Cristo como manual de vida.

Os católicos sempre usaram  as cinzas em sua liturgia. Esse uso é baseado em passagens bíblicas e tem sua origem no Antigo Testamento.

Uma das passagens da qual a Igreja se inspira esta no livro de Ester – Est 4, 1. Lá está escrito que Mardoqueu se vestiu de saco e cobriu-se de cinzas quando soube do decreto do Rei Asuer I, da Pérsia, que condenava todos os judeus a morte.

Outro livro que também fala das cinzas como uso penitencial é o Jó. Na ocasião, Jó, mostra seu arrependimento vestindo-se de saco e se cobrindo de cinzas – Jó 42,6. O livro de Jó foi escrito entre VII e V a.C. O profeta Daniel também fala das cinzas. “Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplicas, jejuando e me impondo o cilício e as cinza”, Daniel 9, 3. Daniel fala isso profetizando a invasão de Jerusalém pela Babilônia.

No livro de Jonas, a população de Nínive proclamou jejum e todos se vestiram de saco, inclusive o rei, que também se sentou sobre as cinzas – Jn 3, 5-6.

Jesus Cristo em seu evangelho também falou sobre cinzas. No evangelho de Jesus segundo Mateus está escrito assim: “Ai de ti Corozaim! Ai de ti Betsaida! Por que se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e as cinzas” – Mt 11, 21.

 

 

 

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