Edição 08/02/2012 às 17:46h

Admirável mundo novo persiste, avalia cronista

Texto analisa obra antiga e atualidade comportamental

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O livro "Admirável Mundo Novo"*, de Aldous Huxley,é uma obra futurista e atualíssima.

Numa certa parte do livro,estudantes vão conhecer o local onde as pessoas são feitas,onde os óvulos já fecundados recebem um tratamento para já ficarem classificados no sociedade.Os que vão fazer trabalho braçal,são todos fortes,altos,e assim por diante.E mais:sem esperança alguma de mudar,digamos,de casta.Enfim,são iguais conforme a profissão.

Pois não é que certo dia,dando uma lida num jornal,havia uma foto com a nota abaixo dizendo que eram convidadas para uma festa esperando a hora de entrar.Não é que me deu um insight olhando aquelas jovens todas iguais,a mesma saia apertada que vai subindo conforme andam ou sentam,o saltão nos pés e todas com aquelas pernas musculosas idênticas,pois foram trabalhadas nas academias com os mesmos tipos de exercícios e tomando os mesmos suplementos para pertencerem a uma casta.

Você olha as atletas e nota a musculatura,mas são musculaturas de cada uma,individuais,com personalidade.Não são pessoas feitas em série para uma só necessidade.

Oh!Admirável mundo novo...

 

 

 

 

*Brave New World na versão original no inglês)é um livro publicado em 1932,que narra um hipotético futuro , onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e psicologicamente condicionadas a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas.

A comunidade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamada "soma". O conceito de família também não existe.

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