Edição 13/11/2011 às 22:51h

Meritocracia

Cronista critica métodos pedagógicos arcaicos

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Muitas e muitas vezes me deparo com pessoas esbravejando sobre meritocracia,principalmente na escola de um modo geral.Como se fosse dono da verdade,muito sabidão esbraveja que a escola virou uma porcaria,ninguém mais repete ano,devia passar só quem merece.Aí que a porca torce o rabo.

Não estamos em Esparta onde os fracos,os defeituosos,eram mortos para não serem um peso para a sociedade.Acontece que aqueles que gritam vivas a certo tipo de meritocracia,se esquecem que a humanidade evoluiu,apesar de tudo,da paralela evolução das armas,evoluiu no humanismo e por isso aqueles que nasceram mais lentos,que nasceram com dificuldades,só podem virar bucha de canhão?

Lembro-me de que, ao iniciar minhas atividades no Magistério,estava na quadra,tendo dificuldades em explicar para aqueles que só queriam jogar futebol porque era mais fácil se esconder do que aprender voleibol que é feito de movimentos anti-naturais,quando ouvia numa sala de aula uma professora gritar com um aluno:

- Você além de feio é burro!

E eu pensava: O que mais restava  para o pobre coitado?Se fosse burro e bonito,ainda poderia dar um jeito.Se fosse feio,mas inteligente,também iria se virar.Mas burro e feio o que seria dele? E é justamente para esses deslocados que devemos nós,os professores,nós pais,nós amigos,apontar nossas setas de paciência de amor e tenacidade e fazer do patinho feio um cisne.Ou mesmo um patinho com condições de ser pleno,de ser consciente,de saber que gente é para brilhar.É isso,com todas as variações do isso.

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