Educação evitaria mais lama nos porcos
Cronista comenta notícias recentes
São tantas as notícias ruins que nos chegam todos os dias, de todos os cantos, que rejubilamos quando chega uma boa.
O mundo está mais leve. Mais um ditador caiu. Acabou a era Kadafi.
Terrorista que menos mal fez às dezenas de mortes que provocou com a derrubada de um avião por seus asseclas – ato terrorista que admitiu ser de sua autoria e responsabilidade perante as Nações Unidas – do que ao povo que governou com mão de ferro por mais de quarenta anos.
Estão sendo encontradas, na Líbia, valas com dezenas de corpos – verdadeiro genocídio – de gente que mandou matar, inimigos ou simples suspeitos de serem inimigos de seu regime.
Apesar da boa nova, causa-nos tristeza ver que – uma vez capturado – não teve chance de ir a julgamento justo, como é de se desejar pelos homens de bem e pela civilização humana.
Os rebeldes revolucionários, embora em causa justa pela libertação do povo oprimido, não tinham o direito de praticar a justiça com as próprias mãos.
Causa-nos revolta ver a selvageria como agiram. Embora as imagens primárias a que tivemos acesso pela internet sejam imprecisas, fora de foco, distorcidas, mutantes e não muito nítidas, é possível ver perfeitamente que houve um assassinato bárbaro.
Mataram fria e covardemente um homem já rendido, ferido e sem forças.
Embora as notícias que chegam dêem conta de que Kadafi tenha suplicado pela vida (“Por favor, não me matem”, teria dito), a turba impiedosa barbarizou, cometendo um crime por todos considerado hediondo e tanto é verdade que a Comissão de Direitos Humanos da ONU já requereu abertura de inquérito para apurar a quebra do Tratado de Genebra, que confere alguns direitos ao preso de guerra.
Além do que, para nós Cristãos e para eles, Muçulmanos, existem normas, regras, leis, embasadas na religião, na moral e na ética, que não permitem tratar um ser humano, por pior que tenha sido como um cão. Hoje, nem mais aos cães se trata mal.
Infelizmente a carnificina não acabou. As diferentes tribos, etnias e clãs agora se engalfinharão numa luta insana pelo poder. E o pior é que estarão sendo manobradas como pelas grandes nações, gananciosas, de olho em seu ouro negro – o petróleo.
É pedir ao bom Alá que ponha um pouco de bom senso na cabeça daquele povo e dos exploradores.
Mas o que desejo comentar com meus amigos, hoje, é outra coisa.
Vamos falar de NOSSO PAÍS, NOSSO BRASIL, que, para nós, é o que interessa.
Também nós aqui temos problemas e não são poucos e nem pequenos.
Os porcos chafurdam na lama. É uma verdade inquestionável. Todavia, a lama em que chafurdam é lama própria. Se existem muitos porcos numa pocilga são prováveis que a grande maioria deles seja da própria família ou, no mínimo, do próprio grupo.
É notícia de ontem, de hoje, atualíssima que um grupo de empresários nordestino importou dos Estados Unidos da América, de Portugal e de outros países, inclusive do próprio Brasil (estados do Sul), roupas usadas por hospitais, enquadradas na categoria de lixo hospitalar,
Como aceitar notícias dessas?
Estarrecidos, seria a palavra? Perplexos? Assombrados?
Não sei. Sou limitado em meus conhecimentos. Não encontro em meu vocabulário uma palavra que possa descrever os meus sentimentos e acredito os sentimentos de meus leitores.
Hotéis e Indústrias de roupas do Nordeste todos estavam usando o material.
Pessoas com forros nas calças, nas bermudas, nos vestidos... Pijamas, lençóis, fronhas, toalhas, tudo, tudo, tudo confeccionado baratinho e baratinho sendo vendido – “dois real” – nas feiras livres.
Pego o contraventor: - “eu não sabia que era lixo hospitalar! Ninguém me falou nada! Ninguém me avisou”. O cara, na maior cara de pau, dá uma de ingênuo, de puro, de santinho!
Cometia crime de contrabando, crime contra a saúde pública e outros crimes de natureza ecológica e diz que não sabia de nada.
E o povo malandro, aproveitando a pechincha, comprava baratinho, baratinho – que beleza! Um crime acobertando outro - e revendia no mercado ao povo mais simples e aos não tão simples (donos de hotéis, etc.).
Dá para acreditar?
Pois é. No Brasil. Em pleno século XXI.
Será que estamos pior que os porcos?
Parece que sim. Não nos basta chafurdar na nossa própria lama, o lixo hospitalar pego dos estados do sul, é preciso chafurdar na m..., digo, na lama dos estrangeiros, importando sujeira, doenças, sangue contaminado e outras porcarias para enfiar no povo e no ecossistema nacional.
ESCOLA, MEU POVO.
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