Edição 19/10/2011 às 23:44h

Páginas em branco

Escritor fala de obras antigas e de gadgets

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Vez ou outra dou um passeio pelos livros que já li,alguns deles reli e acabo relendo.Gosto de fazer de vez em quando uma visita para Raquel de Queiroz através de O QUINZE,converso com Jorge Amado e o QUINCAS BERRO D'AGUA,dou uma prosa com Guimarães Rosa e releio A TERCEIRA MARGEM DO RIO,faço uma visita super rápida ao Vampiro com o Dalton Trevisan.Mas as visitas mais longas são as que faço ao Érico Veríssimo e pego todos os tomos do TEMPO E O VENTO e viajo.

E estava conversando com Rodrigo Cambará,o descendente do capitão Rodrigo, quando no fim de um capítulo,viro a página e topo com uma porção de páginas em branco.Pronto,pensei,falha na impressão.Eu havia me esquecido que naquele volume de  O ARQUIPÉLAGO,existiam aquelas páginas em branco e por longos segundos fiquei assim meio abobalhado e brabo,mesmo,antes de me lembrar que no próximo tomo,tudo recomeçava numa boa.

Mas, quero falar dos instantes em que pensei que as páginas estavam realmente em br anco e haveria uma descontinuidade na minha leitura.Barbaridade,nada mais pavoroso do que páginas em branco num livro que você está gostando.Mas bastou pegar o outro volume e zás,lá estava a sequência.Um alívio.

Dia desses meu filho mais novo me apareceu com um negócio assim meio retangular, aipódi ou aipédi, tabléti,sei lá,mas nele cabiam muitos livros e não havia páginas,era só passar o dedo e a coisa mostrava as páginas e ele diminuía e aumentava o tamanho  das letras,enfim,uma infinidade de recursos só para ler.Mas achei meio desejeitado.

Em todo caso,sendo livro,pode ser de qualquer jeito.

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