Edição 27/08/2011 às 16:57h
Suave brisa da liberdade
Cronista celebra fim de ditaduras
Uma suave brisa corre por sobre as areias quentes dos desertos do norte da África e do oriente próximo.
Uma suave brisa de liberdade e independência avidamente aspirada por povos sedentos de democracia, progresso econômico e social.
Brisa, porque ainda não constitui vento forte e poderoso bastante para apaziguar ânimos, aplacar ódios, acalmar a sede de vingança acumulada nos corações de homens ainda vivendo, muitos deles, sob sistema primitivo, tribal.
Teme-se que, em curto prazo, a brisa trará mais desajustes provocados por desentendimentos na reorganização destes estados que hoje possuem populações vivendo em condições abaixo da linha de pobreza, embora sejam milionários pelas riquezas que possuem, entre elas, e principalmente, o petróleo que vendem para o mundo, inclusive para o Brasil.
Está bem claro aos observadores internacionais que, com a deposição dos ditadores que espoliavam os países em questão – casos de Osni Mubarak – Egito=30 anos, Hafez Assad e seu filho Bashar – Síria=30 anos, Omar Kadafi – Líbia=42 anos e outros – muito provavelmente terão início guerras pelo poder, em que tribos rivais não descartarão a violência para alcançar seus objetivos.
Outrora nômades e livres para cruzarem os desertos em suas caravanas de camelos, comerciando e não obedecendo a ordens outras que não as de seus patriarcas, estes povos ainda hoje tem dificuldades em viver sob um regime onde o respeito às instituições são fundamentais.
Todavia a civilização prossegue em sua marcha através do tempo e arrasta consigo as nações, ainda que de maneira imperceptível para a maioria das pessoas.
Por mais arraigados que estejam a antigos costumes, por mais presos às tradições, por mais pobres que sejam em recursos tecnológicos e onde quer que estejam os povos vão recebendo, aos poucos, os benefícios do progresso humano.
Os satélites e a internet, a televisão e o rádio, os jornais e revistas, o telefone e agora, mais que tudo, os celulares com seus múltiplos recursos de fotografia, transmissão de som e imagem ao vivo, levam aos mais escondidos cantos da terra, as notícias de que existe “vida e vida em abundância” nos países livres.
Vida cujos recursos tecnológicos e a busca pela igualdade de oportunidades com redução de diferenças sociais são reais e não utópicas e estão a disposição de todos. Vida onde o Índice de Desenvolvimento Humano é alto e pode propiciar o que há de melhor aos indivíduos e suas famílias.
É preciso, entretanto, trocar governos corruptos, desonestos, espoliadores, autoritários e assassinos, por um sistema que de certo. Por um sistema democrático, de liberdade responsável.
É isso que os povos do norte da África e do oriente próximo querem. Querem viver a vida com os benefícios que o mundo moderno pode oferecer e que não podem sob o regime de força e opressão a que estão sujeitos.
Conscientes de suas altas aspirações e do desejo de se integrarem à nova era que se inicia com o terceiro milênio vão à luta e depõem os parasitas do poder. É o povo falando, pedindo, rogando e ao final exigindo seus direitos de cidadãos, ainda que para isso sejam forçados a usarem da força.
É a democracia em sua mais pura manifestação.
A derrubada de antigos regimes é apenas o “pontapé inicial”. A partida ainda está inteira para ser jogada. Um novo tempo vai começar e é preciso não perder o rumo do gol. É preciso superar barreiras. É preciso saber ouvir e, sobretudo, – frase importante em Política – “É preciso saber ‘negociar’”.
O temor é que os territórios se esfacelem pelas revoluções que haverão de vir.
Já começou. O Sudão foi desmembrado em dois. Nasceu o Sudão do Sul. Este país do norte da África rico em petróleo, porém com uma população passando fome, às raias da inanição, não conseguiu manter a integridade territorial.
Por razões como esta é que as populações destes países deverão cultivar o máximo de bom senso, de boa vontade e de harmonia na escolha de seus destinos.
O risco de interferências estrangeiras interessadas nas riquezas, de grupos guerrilheiros internos em busca do poder, de guerras tribais movidas a ódios seculares, de imposições religiosas, de ocupações terroristas internacionais existe e é contra estes e mais uma infinidade de outros perigos que agora terão que lutar estes povos já tão espoliados e sofridos.
A ONU e as nações mais conscientes do globo farão o que for possível para ajudar, mas não podem fazer tudo.
A escolha será de cada povo e em cada povo, de cada um de seus cidadãos. Resta saber até onde estão preparados para levar avante reformas que lhes tragam direitos e recursos para viverem com dignidade e harmonia.
Tem morrido muita gente nestes conflitos e ainda vai morrer muito mais, lamentavelmente, mas é assim que caminha a humanidade.
Morrerão indivíduos, mas não morrerá a esperança. Esperança de que a brisa de hoje se torne vento forte e a liberdade um dia triunfe, propiciando a redenção daqueles povos sofridos, sepultando no mais profundo das areias dos desertos, para sempre, os regimes ditatoriais e seus algozes.
Uma suave brisa de liberdade e independência avidamente aspirada por povos sedentos de democracia, progresso econômico e social.
Brisa, porque ainda não constitui vento forte e poderoso bastante para apaziguar ânimos, aplacar ódios, acalmar a sede de vingança acumulada nos corações de homens ainda vivendo, muitos deles, sob sistema primitivo, tribal.
Teme-se que, em curto prazo, a brisa trará mais desajustes provocados por desentendimentos na reorganização destes estados que hoje possuem populações vivendo em condições abaixo da linha de pobreza, embora sejam milionários pelas riquezas que possuem, entre elas, e principalmente, o petróleo que vendem para o mundo, inclusive para o Brasil.
Está bem claro aos observadores internacionais que, com a deposição dos ditadores que espoliavam os países em questão – casos de Osni Mubarak – Egito=30 anos, Hafez Assad e seu filho Bashar – Síria=30 anos, Omar Kadafi – Líbia=42 anos e outros – muito provavelmente terão início guerras pelo poder, em que tribos rivais não descartarão a violência para alcançar seus objetivos.
Outrora nômades e livres para cruzarem os desertos em suas caravanas de camelos, comerciando e não obedecendo a ordens outras que não as de seus patriarcas, estes povos ainda hoje tem dificuldades em viver sob um regime onde o respeito às instituições são fundamentais.
Todavia a civilização prossegue em sua marcha através do tempo e arrasta consigo as nações, ainda que de maneira imperceptível para a maioria das pessoas.
Por mais arraigados que estejam a antigos costumes, por mais presos às tradições, por mais pobres que sejam em recursos tecnológicos e onde quer que estejam os povos vão recebendo, aos poucos, os benefícios do progresso humano.
Os satélites e a internet, a televisão e o rádio, os jornais e revistas, o telefone e agora, mais que tudo, os celulares com seus múltiplos recursos de fotografia, transmissão de som e imagem ao vivo, levam aos mais escondidos cantos da terra, as notícias de que existe “vida e vida em abundância” nos países livres.
Vida cujos recursos tecnológicos e a busca pela igualdade de oportunidades com redução de diferenças sociais são reais e não utópicas e estão a disposição de todos. Vida onde o Índice de Desenvolvimento Humano é alto e pode propiciar o que há de melhor aos indivíduos e suas famílias.
É preciso, entretanto, trocar governos corruptos, desonestos, espoliadores, autoritários e assassinos, por um sistema que de certo. Por um sistema democrático, de liberdade responsável.
É isso que os povos do norte da África e do oriente próximo querem. Querem viver a vida com os benefícios que o mundo moderno pode oferecer e que não podem sob o regime de força e opressão a que estão sujeitos.
Conscientes de suas altas aspirações e do desejo de se integrarem à nova era que se inicia com o terceiro milênio vão à luta e depõem os parasitas do poder. É o povo falando, pedindo, rogando e ao final exigindo seus direitos de cidadãos, ainda que para isso sejam forçados a usarem da força.
É a democracia em sua mais pura manifestação.
A derrubada de antigos regimes é apenas o “pontapé inicial”. A partida ainda está inteira para ser jogada. Um novo tempo vai começar e é preciso não perder o rumo do gol. É preciso superar barreiras. É preciso saber ouvir e, sobretudo, – frase importante em Política – “É preciso saber ‘negociar’”.
O temor é que os territórios se esfacelem pelas revoluções que haverão de vir.
Já começou. O Sudão foi desmembrado em dois. Nasceu o Sudão do Sul. Este país do norte da África rico em petróleo, porém com uma população passando fome, às raias da inanição, não conseguiu manter a integridade territorial.
Por razões como esta é que as populações destes países deverão cultivar o máximo de bom senso, de boa vontade e de harmonia na escolha de seus destinos.
O risco de interferências estrangeiras interessadas nas riquezas, de grupos guerrilheiros internos em busca do poder, de guerras tribais movidas a ódios seculares, de imposições religiosas, de ocupações terroristas internacionais existe e é contra estes e mais uma infinidade de outros perigos que agora terão que lutar estes povos já tão espoliados e sofridos.
A ONU e as nações mais conscientes do globo farão o que for possível para ajudar, mas não podem fazer tudo.
A escolha será de cada povo e em cada povo, de cada um de seus cidadãos. Resta saber até onde estão preparados para levar avante reformas que lhes tragam direitos e recursos para viverem com dignidade e harmonia.
Tem morrido muita gente nestes conflitos e ainda vai morrer muito mais, lamentavelmente, mas é assim que caminha a humanidade.
Morrerão indivíduos, mas não morrerá a esperança. Esperança de que a brisa de hoje se torne vento forte e a liberdade um dia triunfe, propiciando a redenção daqueles povos sofridos, sepultando no mais profundo das areias dos desertos, para sempre, os regimes ditatoriais e seus algozes.
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